quinta-feira, 21 de abril de 2011

Campanha da freaternidade-“A criação geme como em dores de parto”.

“A Campanha da Fraternidade de 2011, reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, no problema das mudanças climáticas. Ela se coloca em sintonia com uma cultura que está se expandindo cada vez mais, em todo o mundo, de respeito pelo meio ambiente e do lugar em que Deus nos coloca, não só para vivermos e convivermos, mas também para fazer deste o paraíso com o qual tanto sonhamos”, disse dom Dimas.
A Campanha da Fraternidade terá início na Quarta-feira de Cinzas, 9 de março de 2011, e se estende por toda a Quaresma.
Questionado se a escolha do lema “A criação geme como em dores de parto” foi feita em virtude das discussões acerca do aborto que ocorre neste período eleitoral, o presidente da CNBB disse que não e explicou o processo de definição dos temas da Campanha da Fraternidade.
“Essa escolha (do tema da CF-2011) não se fez agora, no contexto das discussões do momento atual. A escolha do tema de 2012, inclusive, já foi definida. Esse processo acontece com dois anos de antecedência”, disse. “O tema Fraternidade e vida no planeta inclui a questão do aborto, mas não se esgota nisso”, acrescentou o arcebispo.
      O secretário Executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias,presenteou os jornalistas com um texto-base da Campanha, documento que aprofundada o tema proposto. “O objetivo da campanha é de contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participarem dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”, declarou o padre.




 

  Maracanaú, a exemplo de muitos outros municípios brasileiros,
vem nos últimos anos, se preocupando com a preservação
ambiental e o desenvolvimento sustentável de suas comunidades.
Dentre muitas ações realizadas, da retomada do Fórum para
Construção da Agenda 21 Local, em 2005.Reflexo destas ações
foram as premiações consecutivas, através do Programa Selo
Município Verde, que afirmaram o compromisso da Gestão, desta
forma, consolidando uma política de sustentabilidade local voltada
para uma construção saudável em consonância com a população.
   O início do processo ocorreu em março de 2001, através da
constituição do Fórum, conforme Lei Municipal nº882, de 18 de
dezembro de 2001.  O trabalho começou a ser implementado a
partir da sensibilização da comunidade, através de seminários e
reuniões setoriais, seguindo a metodologia do Passo a Passo e
observando os princípios e estratégias da Agenda 21 Brasileira.
A Agenda 21  pode ser definida como um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econônica.


Fonte:www.maracanau.ce.gov.br/meio-ambiente/agenda-21-de-maracanau.html

Resumo dos capitulos 1,2,3.

   Os conceitos não esgotam o mundo,não abarcam nunca a totalidade do real.Um  bom exercício para renovar nossa visão do mundo é,as vezes,trocar as lentes,para ver as mesmas paisagens com os olhosa diferentes.Isso significa  “desnaturalizar” os modos de ver que tínhamos como óbvios.Podemos fazer isso questionando conceitos já estabilizados em muitos campos da experiência humana,criando,dessa maneira,espaço para novos aprendizados e para a renovação de alguns de nossos pressupostos de vida.Essa visão naturalizada tende a ver a natureza como o mundo de ordem biológica,essencialmente boa ,,pacificada,equilibrada,estável em suas interações ecossistemmicas,o qual segue vivendo como autônomo e independente da interação com o mundo cultural humano.quando essa interação é focada,a presença humana amiúda aparece como problemática e nefasta para a natureza.
   A natureza do naturalismo é aquilo deve permanecer fora do alcance do ser humano.Podemos usar uma nova lente,a natureza e os homens ,bem como a sociedade e o ambiente ,estabelecem uma mutua relação e co-pertenção ,formando um único mundo.Observa-se que ,em muitos dos ambientes naturais considerados “intactos”,é possível reconhecer  vestígios das trocas e transformações geradas pela presença humana.
    A visão socioambiental orienta-se por uma racionalidade complexa e interdisciplinar e pensa o meio ambiente não como sinônimo de natureza intocada,mas como um campo de interações entre a cultura,a sociedade e a base física e biológica dos processos vitais,no qual todos os termos dessa relação se modificam denamica e muutuamente.A conseqüência de uma visão predominante naturalista-conservacionista é a redução do meio ambiente a apenas uma de suas dimensões,desprezando a riqueza da permanente interação entre a natureza e a cultura humana.
    A visão socioambiental trata-se de reconhecer que,para aprender a problemática ambiental,é necessária um visão complexa de meio ambiente,em que a natureza integra uma rede de relações não apenas naturais mas também sociais e culturais.
    A palavra ecologia ,alem de designar uma área de conhecimento cientifico,foi associado aos movimentos e praticas sociais que ganharam as ruas e conquistaram muitos adeptos para o projeto de mudança da sociedade em uma direção “ecológica”.
As idéias ecológicas tiveram origem em um momento da historia recente em que a utopia e as energias para a transformação da sociedade estavam em alta.
  O ecologismo é,reconhecimento,herdeiro direto desses macromovimentos,resgatando seu traço distintivo:a luta por autonomia e e emancipação em relação a ordem dominante e a afirmação de novos modos de vida.Discurtir o ecologismo sem sirua-lo em relação aoambiente utópico que lhe da origem e a sua filiação contracultural seria reduzir a compreeensao daquilo que fundamentalmente o inspira e lhe confere poder de atração e convocação a ação .
   Ao levar a problemática ambiental para a esfera publica,o ecologismo confere ao ideário ambiental uma dimensão política.A crtica ecológica sirua-se entre as vozes contestatórias do estilo de vida comteporaneo ,denuciando sua face materialista ,agresora do meio ambiente e bélica.Isso,contudo,não significa que o ecologismo abandone todos os ideais da modernidade ocidental,pois continua preconizando valores éticos e democráticos,bem como uma educação virtuosa do sujeito ecológico.
     Os anos 70 destacam-se como a década em que começa a configurar-se um conjunto de ações,entidades e movimentos que se nomeiam ecológicos ou ambientais e,no plano governamental,uma estrutura istitucional voltada para a regulação ,legislação e controle das questões de meio ambiente.Dessa forma ao despontar,nos anos 70,o movimento ecológico brasileiro nasce em uma sociedade que,por um lado,esta inserida em um contexto internacional e tenta responder as políticas desenvolvimentistas .
   Podemos dizer que o movimento ecológico no Brasil será op resultado do encontro de dois contextos socioculturais:1.o contexto internacional da critica contracultural e das formas de luta do ecologismo europeu e norte –americano .2.o contexto nacional,em que a recepção do ideário ecológico acontece no âmbito da cultura política e dos movimentos sociais do Pais,assim como da America Latina.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Materialismo

     Materialismo é a corrente filosófica que admite como causa de todos os fenômenos do Universo a matéria e suas propriedades. Nega a existência de um princípio inteligente independente da matéria. A inteligência e sentimentos humanos seriam atributos da matéria. A Consciência nasceria com o desenvolvimento do sistema nervoso no feto e morreria junto com o corpo na falência do encéfalo. A mente seria uma secreção do cérebro, como a bile é uma secreção do fígado, o suco gástrico do estômago e a urina dos rins .
Abstendo-nos de estudar as origens históricas do materialismo, podemos refletir sobre o que leva um Espírito imortal negar a própria realidade. Notemos que a idéia se alastra entre as pessoas dedicadas a desvendar a Verdade pelo método mais rigoroso e seguro, a Ciência. Entre as Ciências Naturais, particularmente aquelas cujo objeto de estudo é o corpo humano, a Anatomia e a Fisiologia, encontramos pesquisadores de renome ridicularizarem o Espiritualismo, ou seja, a concepção científico-filosófico-religiosa da existência da alma . Tal é a desarmonia entre as idéias inatas clamando pela imortalidade e a crença artificial do nada, que o materialista pode ser considerado como portador de um desvio mental, de causa inexata, como uma excrescência nascida de um pequeno cisto, mas agora espalhando metástases .
Citemos um exemplo. No século XX, com os avanços da neurofisiologia e da neurocirurgia, o sistema nervoso pôde ser mais intimamente investigado. Como o cérebro em si não possui nervos para dor e tato em sua superfície, experimentos com humanos foram feitos atuando-se diretamente no cérebro exposto de voluntários. Dessa forma, através de microeletrodos geradores de pequenas correntes elétricas em células nervosas, foram determinadas com precisão as área cerebrais que comandam cada músculo voluntário do corpo. Nesse caso, o indivíduo fica desacordado e o pesquisador cataloga qual músculo é ativado frente a um estímulo elétrico numa área do cérebro . Observemos as conclusões do materialismo: "a mente humana é, portanto, um conjunto de impulsos nervosos (elétricos) percorrendo o encéfalo".
Todavia, esse experimento nos faz lembrar as reflexões de Allan Kardec, no século XIX, quando toma como modelo as batidas de um sino numa antiga cidade : o sino é matéria e portanto não toca pela vontade própria, assim como um corpo sem o Espírito; mas quando às 18 horas ele soa, as pessoas da cidade entendem a mensagem e sabem que, na verdade, é uma inteligência externa a ele que o comanda; porém, quando o sino soa aleatoriamente, todos entenderão que não há mensagem alguma, e possivelmente o vento o balançou. A análise neurofisiológica citada indica evidentemente que o cérebro comando o corpo, no entanto sozinho não é nada, pois quando a inteligência encarnada não agia (por efeito do anestésico) foi necessário uma outra inteligência externa, o pesquisador, para ativá-lo.

fonte:http://www.espirito.com.br/portal/artigos/diversos/ciencia/materialismo-e-ciencia.html

Dialética

A dialética é, propriamente falando, a arte de discutir. A arte do diálogo. Como, porém, não discutimos só com os outros, mas também conosco próprios, ela acaba sendo considerada o método filosófico por excelência. Entre os gregos, chamava-se ainda dialética à arte de separar, distinguir as coisas em gêneros e espécies, classificar idéias para poder discuti-las melhor (cf. Platão, Sofística, 253c)
Com o passar do tempo o termo evolui para um sentido mais preciso, designando "uma discussão de algum modo institucionalizada, organizando-se habitualmente em presença de um público que acompanha o debate – como uma espécie de concurso entre dois interlocutores que defendem duas teses contraditórias. A dialética eleva-se, então, ao nível de uma arte, arte de triunfar sobre o adversário, de refutar as suas afirmações ou de o convencer"
primeiro sentido da dialética pode ser encontrado em Zeno de Eléia, com os argumentos dialogados, para afirmar a doutrina parmediciana da mobilidade do Ser e das idéias, contra a doutrina do movimento e das experiências sensíveis, assinalada desde os jônios.
Sócrates inaugura uma nova dialética, que compreende duas partes: a ironia e a maiêutica. Na ironia ou refutação da pseudociência, Sócrates procurava confundir o interlocutor acerca do conhecimento que este tinha das coisas. Posteriormente, fazia-o penetrar em novas idéias. Dizia que seu método consistia em parir idéias, à semelhança de sua mãe, que paria crianças.
Para Platão, a dialética é o movimento do espírito que marcha para a verdade, movimento cujo símbolo ele deu na célebre alegoria da caverna.
Na classificação de Aristóteles, "a dialética pertence às ciências poéticas e não à lógica".
Para os estóicos, faz parte da lógica: "ciência do verdadeiro e do falso ou nem de um nem de outro".
Na Idade Média, a dialética constitui com a gramática e a retórica, o Trivium.
O Renascimento depreciou a dialética.
O sentido depreciativo permanece em Kant: lógica das aparências, reguladora das idéias que não podem ser explanadas por via científica.
Foi primeiro com Hegel, depois com Marx e Engels, que a dialética apareceu com função essencial na teoria do conhecimento.
Para o marxismo, a filosofia consiste em reconstruir, com a dialética da razão, a dialética da realidade. (Soares, 1952)
Dialética marxista
Karl Marx e Friedrich Engels (1820-1895) reformam o conceito hegeliano de dialética: utilizam a mesma forma, mas introduzem um novo conteúdo. Chamam essa nova dialética de materialista, porque o movimento histórico, para eles, é derivado das condições materiais da vida.
A dialética materialista analisa a história do ponto de vista dos processos econômicos e sociais e a divide em quatro momentos: Antiguidade, feudalismo, capitalismo e socialismo. Cada um dos três primeiros é superado por uma contradição interna, chamada "germe da destruição". A contradição da Antiguidade é a escravidão; do feudalismo, os servos; e do capitalismo, o proletariado. O socialismo seria a síntese final, em que a história cumpre seu desenvolvimento dialético.
 fonte:http://www.ceismael.com.br/filosofia/dialetica.htm

Genebaldo Freire


1. Formação:
Bacharel (BD)) , Mestre (M.Sc) e Doutor (PhD) em Ecologia, UnB, Brasília, DF
2. Ocupação atual: Professor, Pesquisador e Diretor do Programa de Mestrado e Doutorado em Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB), onde também coordena o Projeto de Educação Ambiental.
3. Principais Livros Publicados:
- Populações marginais em ecossistemas urbanos (IBAMA, Brasília)
- Educação Ambiental – princípios e práticas (Gaia, SP)
- Atividades interdisciplinares de educação ambiental (Gaia, SP)
- Pegada Ecológica e sustentabilidade humana (Gaia, SP)
- Ecopercepção (Gaia, SP)
- Antropoceno – iniciação à temática ambiental (Gaia, SP)
- 40 contribuições pessoais para a sustentabilidade (Gaia, SP)
- Educação e Gestão ambiental (Gaia, SP)
Em processo de publicação:
- Fogo, sonhos e desafios (Prevfogo/Ibama, Brasília, DF);
- Queimadas e Incêndios Florestais – cenários e desafios: subsídios para a educação ambiental (Prevfogo/Ibama, Brasília, DF);
- Mudança ambiental global – cenários, desafios, governança e oportunidades (prelo);
- Relatório Homo Sapiens (prelo)
- Dinâmicas e experimentação para educação ambiental (prelo)
4. Principais cargos exercidos na área ambiental:
- Diretor da Área de Controle de Poluição da Secretaria Extraordinária do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia do DF , 1987/1988;
- Secretário Adjunto da Secretaria de Ecossistemas da SEMA/MINTER, novembro ,1988;
- Chefe da Divisão de Educação Ambiental do IBAMA, Brasília, 1989;
- Diretor do Parque Nacional de Brasília (Parque da Água Mineral), IBAMA , Brasília, 1992/95 e Coordenador do Núcleo de Educação Ambiental (1998 – 2006);
- Coordenador do Projeto de Educação Ambiental da UCB (1999- );
-Coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação Ambiental do Prevfogo- Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais /Ibama, Brasília, DF (2007 - );
- Diretor do Programa de Mestrado e Doutorado em Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (2008 - ).
Entrevista com Genebaldo Freire :
- Professor Genebaldo, conte-nos como surgiu o seu interesse pela Educação Ambiental e desde quando você se dedica a esta prática? O que o levou a escolher este caminho?

Comecei a lecionar aos 17 anos (Física). A educação sempre me fascinou. Queria novos caminhos, propostas. Buscava sempre a prática.  Depois como professor de Química e Biologia, pude reunir esses conhecimentos, ampliando a percepção dos processos naturais.

Sempre tive curiosidade sobre as formas como a natureza se organizava, funcionava. Buscava sempre respostas para nossos comportamentos (como mamíferos e como ser eucultural).

Daí, nos anos 70 veio a poluição, baía de minamata, Estocolmo e toda aquela revolução.  Daí foi um pulo!

- Como você percebe a Educação Ambiental (EA) de uma forma geral? Você poderia definir a EA em poucas palavras?


Defino como umas forma de ampliar a percepção socioambiental e reduzir a pegada ecológica humana.

Percebo como um processo por meio do qual se tenta reduzir sofrimentos evitáveis, combater o analfabetismo ambiental e ampliar as chances evolutivas da espécie humana.

- Fale-nos um pouco sobre suas perspectivas em relação à Educação Ambiental: você percebe mudanças significativas nas pessoas, ao longo destes anos trabalhando com a EA?

Percebo sim. No Brasil essas questões ambientais estão presentes nas empresas, nos negócios, nos governos, nas comunidades.  Temos entretanto, resistências fantásticas dentro das escolas particulares e das universidades.  Nas escolas, molda-se o processo educativo em função de vestibular, de conteúdos. Uma falácia. A escola deve preparar a pessoa para a vida, para ser interdisiciplinar, interativo, cooperativo, emotivo. Deve atentar para os desafios evolucionários.   As universidades, em sua maior parte, são caquéticas, ultrapassadas, engessadas por grossas camadas de vaidades.  Preparam pessoas para um mundo que não existe mais. Avessas a mudanças, continuam seu caminho koyaanisqatysi (filme do Francis Ford Coppolas, 1998, em dvd, recomendo).

Porém, é bom acentuar que as pessoas ainda não mudaram o suficiente - em qualidade e quantidade - para produzir mudanças em prováveis rotas de colisão com a insustentabilidade. Continuamos na mira do meteoro. Ultrapassamos vários sinais de alerta e não temos sinalizações que as mudanças políticas necessárias estão sendo tomadas.
Essa é a grande luta.





Michèle Sato

 Michèle Sato,doutora em ciências, professora e pesquisadora universitária e com forte inserção na área educação-ambiental.
   Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas (1982), mestrado em Filosofia (1992), doutorado em Ciências (1997) e pós-doutorado em Educação (2007). Atualmente é docente da Universidade Federal de Mato Grosso, docente credenciada na pós-graduação em ecologia da Universidade Federal de São Carlos, consultora – United Nations Educational Scientific And Cultural Organisation, – Também é aficionada em fotografia e poesia. 
      entrevista com michèle Sato:
michèle, conte-nos como surgiu o seu interesse pela Educação A  ambiental         (EA) e de       que    desde  qando você se dedica a ela c  com,m tanto fervor. Como foi essa trajetória?

seja nas pequeninas vidas, bem como nos sistemas cósmicos que regem o mundo. Suas palavras incentivaram à bondade humana no cuidado com outras formas de vida. E que como retornamos à Terra, teríamos que cuidar dela. O respeito e o gosto pela natureza me conduziram a escolha pela Biologia. Ingressei no mestrado em oceanografia, e me frustrei durante o projeto Antártida. Fui dar aula em escola da periferia de São Paulo e me apaixonei - tanto pela educação como pela luta de inclusão social. Depois fui cair na filosofia para um mestrado na Inglaterra, fiz uma trajetória inversa no doutorado em Ecologia na UFSCar e sou professora da Pedagogia na UFMT. Enfim, hoje sou esta metamorfose ambulante sem definição. Ora filósofa, ora poeta, ora educadora, ora ecologista, ora tudo isso misturado. E gosto destas múltiplas personalidades, e não abriria mão de nenhuma delas.

- Como você percebe a Educação Ambiental, de uma forma ampla e global?

* Um projeto de vida que luta pela democracia participativa, na busca da inclusão social através da justiça ambiental e proteção ecológica. Para além de espaços escolarizados, para além de comunidades, um projeto de construção de uma Nação, chamada Brasil. Acho que não temos o sentido de brasilidade, dá certo status falar mal dos políticos, criticar sem reconhecer que o Brasil somos nós, e que de nós depende o Brasil de nossos sonhos. Morei fora do Brasil durante muito tempo, tanto em países ditos ricos como pobres. Estou convicta de que aqui é o melhor lugar do mundo e que a nossa EA made in Brazil é bonita, criativa, crítica e propositiva.

 Um pouco do seu trabalho: